Giovanni Arlanch e Gisella Paterno chegaram ao Brasil, provenientes do Trentino, em 06 de janeiro de 1912, quando aqui desembarcaram do navio Principe di Udine, no porto de Santos. Por essa razão, em 7 de janeiro de 2012, nós - seus descendentes - estaremos promovendo uma festa para comemorarmos os 100 anos daquele acontecimento. Isso nos motivou a criar esse BLOG, como forma de divulgarmos nossa festa e colhermos opiniões e fragmentos da história de nossa família.
Giovanni nasceu na comune de Vallarsa, Província de Trento, em 13 de setembro de 1881 e Gisella na comune de Bieno, também na mesma província, em 24 de dezembro de 1883.
Quando o casal deixou o Trentino, aquela região do norte da Itália vivia sob domínio do Império Austro-Húngaro. Giovanni e Gisella, a princípio, não tinham a intenção de residir no Brasil em caráter definitivo. Optaram por morar na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, pois aquela fora a cidade escolhida para viverem, Giocomo Arlanch e Anna Sottoriva - pais de Giovanni - quando da chegada do casal ao Brasil, em 1891.
Com o início da 1ª guerra mundial - em 1914 -, a Itália e o Império Austro-Húngaro se alinharam em lados opostos e o Trentino se tornou região de conflitos e árduas batalhas. Ao mesmo tempo, aqui no Brasil, Giovanni, que já possuía relevante experiência na construção civil, com serviços prestados em obras importantes na Áustria e Hungria, passou a ter boas oportunidades de trabalho, em face da expansão de vários ramais ferroviários. Assim, em pouco tempo de Brasil, Giovanni já possuía sua própria empreiteira e passou a gozar de prestígio como executor de obras civis em estradas de ferro.
Desmotivados a voltarem ao Trentino, em razão da guerra que castigava a região e, motivados a permanecerem no Brasil em razão das oportunidades de trabalho e, ainda, considerando-se que ao final da 1ª guerra, em 1918, Giovanni e Gisella já tinham três filhos brasileiros: João Domingos (1912), Ruggero (1914) e Max (1917), estes fatores somados fizeram com que os planos de retorno à terra natal fossem abandonados, definitivamente.
Assim começou a história de Giovanni e Gisella no Brasil, hoje, parte da história de todos nós, seus descendentes.